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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Em Busca de Ambientes de Aprendizagens

Rubem Alves, em "Pinóquio às Avessas: uma estória sobre crianças e escolas para pais e professores", nos faz ficar enebriados com a história de Felipe que ouvindo as estporias de seu pai pode construir um mundo maravilhoso de sonhos e dos questionamentos que o levariam a fazer infinitas indagações filosóficas daquelas que os seres humanos são capazes: "Porque as coisas são como são? Como são feitas? Como funcionam? Para que servem? Por que o céu é azul e não amarelo? Onde está Deus?" E vai mais adiante: "Quem inventou as palavras? Por que é que canteiro se chama canteiro? Deveria se chamar 'planteiro'!"
Destas indagações, sua pequena e frágil mente se inflamou em outros questionamentos sem fim. Como Jostein Gaarden aponta em "O Mundo de Sofia", Felipe estava, neste momento, sobre o pelo do coelho a admirar-se e espantar-se com o mundo à sua volta, com o "admirável mundo novo" que se abriu ao seu redor com o encanto da história de pinóquio.
Mas como os sonhos e conhecimentos tem um limite, como já dizia Kant, alguns questionamentos de Felipe não poderiam ser respondidos pelo pai, que como o filho, desconhecia a ordem e a desordem do universo, as certezas e as incertezas da vida, o estável e instável da realidade. E dirá ao seu filho: Quando for à escola poderá ter as perguntas respondidas.
Mas que decepção! Sonhando com os pássaros e em ser seu "guardador", Felipe foi à escola e ao ter a primeira de perguntar sobre o lindo passarinho azul que estava na frondosa árvore fora da sala de aula recebeu a resposta da professora: "agora é hora de dígrafo e não de passarinho azul".
Ora, o que Rubem Alves já havia nos mostrado nesta fantástica obra literária é que a escola carece de ambientes de aprendizagens que possibiltem que as crinaças se espantem com a realidade, no sentido filósfico da palavra.
Neste sentido, o que temos aprendido em nosso curso do TICEF é que, mais do que ter as ferramentas colaborativas na escola, como as propiciados pelas TICs que nos oferecem possibilidades infinitas para a construção de conhecimentos, temos que ter ambientes de aprendizagens que sejam favoráveis à potencialização dos conhecimentos e culturas infantis, a fim de que os sonhos e questionamentos dos "Felipes", não sejam nassacrados por "mestres ignorantes", como aponta Jacques Ranciére, que entendem que produzir conhecimentos é apenas um processo de "depósito bancário" de conteúdos nas mentes infantis.
Para tanto, o primeiro passo é a ressignificação dos professores em educadores, pessoas capazes de admiração, espanto, sonho, vida e, sobretudo, de um espírito poiético que a faça entender que mesmo com garrafas, plantas, folhas, madeiras, revistas, jornais e, até, sofisticados softwares, o que produz os conhecimentos são os ambientes de aprendizagem,: espaços e tempos em que, como aponta Rubem Alves, o Felipe deita e sonha com uma escola em que "os professores eram pássaros que ensinavam a voar".
Ora, o segundo passo, fica óbvio: reinventar o espaço e tempo escolar, tornando-o ambiente de aprendizagen colaborativo afeito a toda possibilidade tecnológica que a Sociedade de Informação pode oferecer.
Desta maneira, os "Felipes" poderão sonhar sonhos verdadeiros e voar como os passarinhos. Toquinho e Vinícius bem sabiam disto.



 
Vejam aquarela de Toquinho

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Profissões em alta: Profissional de TI

A área de Tecnologia da Informação (TI), como o próprio nome sugere, alia a informática e a comunicação à tecnologia. Configurando como um dos setores mais promissores do mercado de trabalho, o profissional de TI precisa estar em contínua atualização, ter bom raciocínio lógico, gostar de novidades e, acima de tudo, de informática.
Para atuar na área, o candidato deve ter formação em um dos seguintes cursos: Engenharia de Computação, Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Informática, Processamento de Dados, Tecnologia em Análise de Sistemas, Tecnologia em Banco de Dados, Tecnologia em Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Desenvolvimento Web, entre outros.
Assim, um candidato à vaga na área de Tecnologia da Informação pode optar por dois caminhos: um mais curto, formando-se em um curso de perfil tecnológico, com duração média de dois anos; ou um mais longo, com duração mínima de quatro anos, quando a opção for um dos cursos de bacharelado. Aquele que escolher por uma formação técnica terá a vantagem de entrar mais rápido no mercado de trabalho. Embora o bacharelado garanta uma formação mais consistente e a possibilidade de melhores salários, o curso corre o risco de ser teórico demais em uma área em que tudo muda de forma muito rápida. Independente da escolha seguida, o profissional deve se preocupar sempre em se reciclar e adquirir novos conhecimentos e habilidades.


Principais cargos e profissões da área


Atualmente, com a expansão do uso da internet e de suas ferramentas, poucas empresas brasileiras de médio e grande porte sobrevivem sem um setor específico de Tecnologia da Informação. O resultado de uma pesquisa realizada pelo grupo norte-americano de consultoria, o International Data Corporation (IDC), comprova este cenário: 23% das empresas brasileiras entrevistadas já estão com orçamentos aprovados para investir em TI em 2011. A porcentagem pode parecer inexpressiva, mas com este resultado, o Brasil passa a ser o nono país que mais investe no setor no mundo.
De acordo com estudos realizados pela Associação para Promoção da Excelência em Software Brasileiro (SOFTEX), atualmente, o Brasil necessita de 71 mil de profissionais de TI para atender a grande demanda do setor. Em 2013, este número pode chegar a 200 mil. A alta procura eleva o salário, que no início da carreira gira entre três a dez salários mínimos.
O mercado para este setor está tão aquecido, que a questão para um profissional de TI não é se preocupar se haverá emprego e, sim, qual caminho ele irá seguir, já que a gama de possibilidades de atuação é muito grande.

Fonte: http://www.euprofissional.com.br/2010/08/09/2-profissoes-em-alta-profissional-de-ti/

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Textos de Filosofia da Educação II e Relações Interpessoais na Educação

Olá Educandos do ISECC e do ISEMB, seguem abaixo os link para que possam fazer o download (baixar) os textos do curso de Filosofia da Educação II e Relações interpessoais na Educação, do 2º semestre de 2010.

Intruções para o Download dos textos

Clque nos links abaixo que irão lhe direcionar para o site Mandamais. Aguarde a contagem regressiva que aparecerá e clique em baixar arquivo. Em seguida abrirá uma nova janela Windows. Salve o documento em seu computador.
Para abrir os documentos (que estarão em arquivos compactados ".rar") você preisará ter no computador um programa de descompactar arquivos (Winrar, por exemplo). Ao descompactar aparecerão todos os textos do curso.






Veja o vídeo abaixo para aprender a compactar e descompactar um arquivo WinRar


domingo, 4 de julho de 2010

Ambientes Virtuais Colaborativos


Um fato que é muito evidente e que venho discutindo em minhas aulas e aqui neste blog: não basta ter uma escola equipada com os mais diversos equipamentos tecnológicos encerrados em uma determinada sala de aula; tampouco usar as tecnologias no cotidiano escolar sem explorar suas potencialidades, também não é suficiente. Pois, o que fará com que as TCIs transformem o processo de ensino e aprendizagem e, consequentemente, o espaço e tempo escolar, será o momento em que a instituição escolar, seus gestores, professores e alunos entenderem as TICs como possibilidades de crescimento epistemológico colaborativo.
É sempre muito lindo utilizar um data show para tecer uma exposição teórica, usar a televisão para apresentar um documentário ou filme, e produzir atividades ímpares nas salas de informática. Contudo, de nada adiantará estas dinâmicas pedagógicas se as mesmas não estiverem afeitas a uma postura didático-tecnológica séria, qualitativa, democrática e eficaz; se o professor não se desmitificar e sair da condição reificada em que se situa, sendo um reprodutor de ideias alheias e um conhecedor fragmentário da realidade; e se as escolas e seus gestores não entenderem que as TICs não são apenas recursos pedagógicos complemetares aos conteúdos e sim ferramentas de "gestação" e criação de conhecimentos.
Ora, como percebemos na atualidade, por mais que tivessemos conhecimentos em relação às TICs, um mundo novo e repleto de significações e significados está se descortinando aos nossos olhos. Sinal de que temos que superar nossa perspectiva arcaica e fragmentária e passar a aceitar, cada vez mais, que em meio à Sociedade de Informação, temos que nos posicionar sistemicamente: conhecermos em meio à instabilidade e o excesso do real e de informação. Como aponta Luckesi no livro "Filosofia da Educação", temos que sair da condição de professores, meros reprodutores de informações já dadas e fragmentadas e nos tornarmos educadores, homens e mulheres que se admiram e se espantam (no sentido aristotélico da palavra) diante das infinitas possibilidades de encontro com o real e, agora, de encontro com o virtual.
Afinal de contas, não é mais possível vermos a realidade, monoliticamente, com bases em apenas um consenso de verdade, fragmentário e ilusório (abstrato). Mas tão somente, afeitos às infinitas possibilidades de discursos presentes no mundo real e ou no virtual. O educador, nestes termos, será um crítico voraz e um apreciador contumaz de um novo sentido de formação: a formação da "cibercultura", como aponta Pierre Levy.
Pois é pessoal, o professor de outrora tem que dar espaço ao educador do futuro, um criador/inventor de espaços e tempos escolares colaborativos e que tem em suas mãos uma "varinha mágica", as TICs, que possibilitará a ressignificação dos seres humanos tradicionais (industriais) em seres ciberculturais. 
Nesta visão, como educadores não podemos mais parar. Temos que estar abertos a uma busca frenética por aprimoramento e por novas condições de educar. Eu, por exemplo, na leitura do texto, “Ferramentas de comunicação possibilitadas pela interface web“ de Rosilãna Aparecida Dias e Lígia Silva Leite, fiquei admirado por (re)conhecer algumas coisas deste mundo virtual que não tinha ideia, por exemplo, o Google Grupos e a Webquest. 
Ferramentas/web como estas serão as novas possibilidades para o aprimoramento de meus espaços colaborativos em sala de aula. 

Veja mais informações sobre WebQuest no vídeo e slide abaixo:

Explorando Webquest