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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Expansão da Consciência Humana na Tragetória de Jean-Baptiste Grenouille

O Filme perfume fora adaptado do best-seller O Perfume, de Patrick Süskind, após 15 anos de longa disputa de direitos autorais.
O filme é sobre uma sinistra história de assassinato no século 18, estrelado por Dustin Hoffman e Alan Rickman. Contudo a dinâmica do filme propõe uma intensa nuance de fatos sócio-históricos-culturais, científicos e filosóficos que predispões o telespctador mais atento a sentir o perfume dos campos floridos do saber de uma época.
A história de Jean-Baptiste Grenouille e sua busca tenebrosa pela fragrância perfeita fez de “Perfume" o romance alemão mais vendido em todo o mundo desde "Nada de Novo no Front", escrito por Erich Maria Remarque na década de 1920.
Mesmo depois de vender 15 milhões de exemplares do livro, Süskind, conhecido na Alemanha como recluso, se recusou a vender os direitos para o cinema. Consta que o autor queria que o filme fosse dirigido por Stanley Kubrick, que morreu em 1999, mas ele acabou vendendo os direitos a seu amigo Bernd Eichinger, que é o mais conhecido produtor cinematográfico da Alemanha.
Eichinger, cujos créditos incluem "O Nome da Rosa" e "A Queda", filme aclamado sobre os últimos dias na vida de Adolf Hitler, diz que assim que leu o livro, quando ele foi publicado, em 1985, sabia que queria filmá-lo, mas que Süskind rejeitou a idéia.
Ele se nega a dizer quanto pagou pelos direitos, mas o orçamento de 50 milhões de dólares faz de "O Perfume" o filme alemão mais caro da história.
Depois de décadas perdendo para o cinema francês, os cinéfilos alemães esperam que "O Perfume", que fará sua estréia em Munique na quinta-feira, supere os sucessos recentes do cinema alemão como "A Queda", "Adeus Lenin" e "Corra, Lola, Corra" para firmar o lugar do cinema alemão na paisagem cinematográfica mundial.

"Perfume" é a história sinistra de Grenouille, um solitário amoral nascido em 1738 num mercado de peixes parisiense e dotado de um olfato extraordinário.
Ele se torna perfumista, Dustin Hoffman faz o papel de seu mentor, e desenvolve a obsessão de criar o perfume perfeito.Para isso, Grenouille, representado pelo relativamente desconhecido Ben Whishaw, de 26 anos, assassina garotas bonitas para roubar seu cheiro. Sua vítima mais desejada é a filha de um mercador, representado por Alan Rickman.
- O maior desafio foi criar um herói que age calculadamente para realizar seus objetivos, mas que consegue conservar a simpatia do público, mesmo assim - disse o diretor Tom Tykwer, comparando o personagem principal a Hannibal Lecter, de "O Silêncio dos Inocentes".
O clímax acontece quando Grenouille faz com que centenas de milhares de pessoas que vieram assistir à sua execução entrem em transe com seu perfume - uma cena que, segundo alguns críticos, remete a um comício nazista.
- Essa foi a cena mais difícil - disse Tykwer, que também dirigiu "Corra, Lola, Corra".
- Como fazer para mostrar centenas de milhares de pessoas que odeiam esse homem e se reuniram para vê-lo ser executado de repente mudando de idéia?
É Nesta trama, de violência, sedução e poder que poderemos compreender os aspectos filosóficos do filme ao demosntrar um caminho percorrido pela evolução da consciência de um ser humano que tem uma mente doentia, apaixonada e cientificamente capaz de produzir um saber que seja capaz de dominar uma totalidade de pessoas.
Acompanhada por um processo evolutivo natural, a consciência de Grenouille, avança até o climax fazendo-a atingir um patamar dialético-crítico que o faz descobrir de que nada vale todo o seu conhecimento se para tê-lo teve que destruir (matar) a única coisa que amou profundamente: “O Perfume” da Jovem camponesa vendedora de frutas que por acidente foi morta em suas mãos.
O Perfume, é original, arrepiante, instigante e, fundalmente, banhado de um perfume inesquecível.

Octavio S. S. Vieira Neto
Inverno de 2008

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