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domingo, 14 de agosto de 2011

Conversas Sobre Filosofia e Educação: Convite à Filosofia (Discussões sobre Filosofia da Educação no Curso de Pedagogia a Distância da UAB/PPGE/UFJF) - 1º DIÁLOGO

Re: Fórum 3: Convite à Filosofia
Por: Octavio Silvério de Souza Vieira Neto - quinta, 21 abril 2011, 12:04H

Vejam os vídeos abaixo:



Olá Pessoal,

Vocês já trouxeram alguns pontos interessantes do texto.
Vamos começar a refletir por partes!

A Primeira impressão importante e destacado pela Nívea é o fato de que o conhecimento filosófico admite "diferentes concepções de método com diferentes estudiosos". Este ponto é importante por ela (e também a Verônica e a Maria do Rosário) ter detectado a diferença das propostas epistemológicas de Platão e de Aristóteles.
Como vocês perceberam, Platão tenta minimizar um problema postulado pelos filósofos pré-socráticos (também chamados fisiologistas, ou físicos da natureza) que entendiam que o princípio (arché - ρχή: origem) que fundamenta a natureza só era possível ser conhecido em uma natureza em movimento (Heráclito -544-484 a.C.- "tudo flui") ou através do Ser como sendo "único, imutável, infinito e imóvel" (Parmênides -c.540-c.470 a.C.- "o ser é e o não ser não é"). 

Platão apontará que existem "dois mundos diferentes, o da ilusão [inteligível] e o da percepção [sensível]" (Nívea), sendo que o verdadeiro conhecimento encontra-se no mundo "das ideias [inteligível] onde tudo é perfeito, imutável [que] só o pensamento pode nos levar lá, [onde] podemos desconfiar do que os nossos olhos vêem" (Verônica). Para Platão, somente podemos conhecer a realidade no "mundo das ideias gerais, das essências imutáveis, que atingimos pela contemplação e pela depuração dos enganos dos sentidos" (ARANHA; MARTINS, 2003, P. 122).  
Por isto, que a Luciana aponta que "Platão tinha idéias muito loucas, mas ao mesmo tempo com sentido lógico, pois, não é tudo que percebemos que é o verdadeiro, as pessoas [coisas] são só aparências escondem suas verdadeiras essências". Ou seja, para Platão as coisas do mundo sensível são cópias imperfeitas, aparências das ideias perfeitas que só podem ser conhecidas no mundo das ideias onde se encontram . Para que possamos conhcê-las temos que conhecer a luz da verdade.

Vocês conhecem bem esta dinâmica do conhecimento, uma vez que, Santo Agostinho (354-430) irá fundamentar os princípios do cristianismo com o pensamento de Platão (neoplatonismo de Plotino 205-270) quando "retoma a dicotomia platônica 'mundo sensível e mundo das ideias', mas substitui este último pelas ideias divinas" (ARANHA; MARTINS, 2003, P. 125). Ou seja, para o filósofo medieval, como escrevera em sua obra célebre "A Cidade de Deus" (De Civitate Dei) apontará como caminho da felicidade o mundo de Deus  em oposição ao pecado presente no mundo dos homens, estabelecendo, assim, sua teoria da iluminação em que " recebemos de Deus o conhecimento das verdades eternas: tal como o Sol, Deus ilumina a razão e torna possível o pensar correto"(ARANHA; MARTINS, 2003, P. 125). 

Ora, este não é senão o pensamento platônico? A teroria da iluminação de Agostinho tem os princípios do Mito da Caverna de Platão? O que vocês acham disto? 

Assim podemos perceber que realmente a Nívea trouxe-nos um ponto importante quando cita a questão das "diferentes concepções de método com diferentes estudiosos" para se chegar a conhecimentos ora diferentes, ora parecidos, mas que carregam a marca de cultura do homem (mulher) que o está produzindo, como discutimos nos momentos anteriores.

Podemos perceber esta questão ao examinar o vídeo da filósofa Viviane Mosé que nos apresenta de forma áudio-visual (com a marca de seu espaço e tempo, de sua cultura) a perspectiva platônica e faz uma interpretação de Platão à "luz" do Mito da Caverna presente na obra A República de Platão. 

Vocês haviam percebido desta maneira como lhes estou apresentando?

Vejam estes dois vídeos que lhes ajudarão a compreender o que dissemos e complementarão o vídeo de Viviane Mosé, explicando o Mito da Caverna de Platão










Volto mais tarde para discutirmos um pouco mais e trazer para a discussão as outras contribuições de vocês, tudo bem?


Referências:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2003.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2004.
 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Conversas Sobre Filosofia e Educação: O que é Filosofia? (Discussões sobre Filosofia da Educação no Curso de Pedagogia a Distância da UAB/PPGE/UFJF) - 3º DIÁLOGO

Re: Fórum de ambientação da disiciplina (Início: 14/03 - Término: 28/03)
por Octavio Silvério de Souza Vieira Neto - quinta, 31 março 2011, 19:47H


Olá Pessoal,

Como vimos quantas possibilidades de entender o que é Filosofia, não é?

Bem, por ora, vamos entender como Filosofia a possibilidade que o ser humano tem de fazer uma análise-crítico reflexiva sobre si mesmo e sobre as coisas que estão à sua volta, na intenção de compreendê-las sistematicamente.
Também é importante que com esta breve significação do que seja a filosofia possamos distinguí-la da filosofia de vida: sequência de práticas adotadas por pessoas (ou instituições) para tornar a vida (a produção) mais agradável (produtiva) e feliz.

Vamos encerrar este fórum com a fala de Marilena Chauí quanto a utilidade da Filosofia:
“Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.”

Conversas Sobre Filosofia e Educação: O que é Filosofia? (Discussões sobre Filosofia da Educação no Curso de Pedagogia a Distância da UAB/PPGE/UFJF) - 2º DIÁLOGO

Re: Fórum de ambientação da disciplina Filosofia da Educação

Por: Octavio Silvério de Souza Vieira Neto  -  terça, 22 março 2011, 15:07H



Olá Pessoal,

Vamos analisar alguns pontos interessantes que foram ditos, até o momento.

A Filosofia é: "o estudo em torno de uma questão" (Lenilde); "a maneira de pensar, de expor as ideias,digamos que a filosofia seja o amor ao conhecimento ou a busca da sabedoria" (Maria do Rosário); "é o estudo do ser humano, como entender seu raciocinio, sua interpretação, as leis, a justiça, o bem, a verdade, a beleza da vida" (Regina); "é a busca pelo conhecimento, a procura de novos conceitos, explicações" (Nívea); "um esforço do homem para intensamente saber bem de si e do mundo real" (Antônia); "a compreensão do mundo e a forma de conduzi-lo" (Maria Trindade); "forma de compreender as coisas" (Elzilene); "maneira de pensar, a visão, a opinião em relação a determinado assunto" (Yara); "é pensar, é falar em cultura, é falar no processo de humanização, no nascimento e na importância da linguagem, na relação com o conhecimento e com a educação" (Marcia); "é a arte do pensar em busca do conhecimento" (Vilma); "é o estudo a cerca de tudo que esta a nossa volta, a nossa cultura a maneira em que vivemos e como vamos evoluindo com o passar do tempo" (Veronica); "é sermos críticos e reflexivos na nossa prática pedagógica" (Raquel); "e sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos, atividade dos tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas ou fazem" (Geralda);  "estudo de problemas fundamentais relacionados ao mundo e ao homem. Por meio dela o homem pensa, reflete, analisa, a fim de desenvolver o senso crítico" (Andreia); "é ser amigo da sabedoria (philos = amigo e Sophia = conhecimento)" (Cristiane); "faz parte do nosso dia-a-dia, não é só uma teoria distante da vida" (Ilde); "é o estudo através de analise, reflexão e observação de um problema social" (Geralda Barbosa); "necessidade de inovação na area do conhecimento para solucionar problemas relacionados a vida social, pensar, filosofar, criar algo novo para resolver problemas em todas as áreas do conhecimento científico e teórico" (Maria Cely); "é sabedoria, beleza, verdade, forma de pensar e definir conhecimentos" (Maria Elisabeth); "é o ramo do conhecimento que tem como tarefa delimitar uma concepção mínima de racionalidade" (Maria Elza); "matéria com muita complexidade mas ao mesmo tempo surpreendente e enriquecedora" (Francyelle); "é o estudo do ser humano racional" (Adriana); "é algo que nos permite a compreensão do mundo atual, e as formas de como podemos conduzi-lo na contemporaneidade, são as descobertas" (Alaide); "é  uma concepção de homem e de mundo, dá sentido à Pedagogia" (Sirleide).

Ufa!!! Quantas conceituações diferenciadas sobre uma única forma de conhecer da humanidade!

Percebam que todas estas afirmações escritas por vocês nos ajudam a compreender o significado da Filosofia e da Filosofia da Educação.
Todavia, alguns de vocês trouxeram à tona uma questão que nos ajuda a esclarecer o conceito de filosofia, mas que, ao mesmo tempo, não é filosofia, ao modo que estamos conduzindo nossa reflexão: a filosofia de vida.

Vamos perceber que a mudança de atitutdes diante do saber e da vida é uma filosofia de vida. Ou seja, quando aderimos a algumas condições práticas que melhoram nossa maneira de viver, podemos chamar esta nova condição de vida de filosofia de vida. É o que as empresas fazem para melhorar suas condições relacionais e, consequentemente seus faturamentos: aderem a uma nova prática de ralcionamento, aderem a uma filosofia empresarial.
Pensando desta maneira, os primeiros filósofos, quando assumem uma nova maneira de conhecer a realidade, a racional, aderem a uma nova filosofia de vida.

Mas como vocês mesmo apontaram, a filosofia, como estamos preconizando, é um método racional de analisar e investigar o si mesmo, as coisas e o mundo à nossa volta. Não sendo, portanto, filosofia de vida. Entenderam?
Por isto Regina, as estórias que sua professora lhe contavam tem uma finalidade de orientar quanto á filosofia de vida (moral) das pessoas. Ou seja, o modo como se deve agir diante de situações problemáticas e não como devemos pensar sobre estas situações. Pensar (análise crítico-reflexiva) a situação/problema é papel da filosofia. Tudo bem!

Delimitado estas duas esferas do saber humano, gostria que vocês apontassem alguns exemplos sobre o que é uma atitude filosófica e uma atitude pautada em filosofias de vida, para daí podermos encerrar o conceito de filosofia. Vamos lá? Mãos à obra!  

Abçs