Minhas Redes Sociais

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Projeto de Mãos Dadas ISECC


Na tarde de sábado, 26 de junho de 2010, Educadores, Educandos e Representante Administrativo  do curso de Pedagogia do Instituto Superior de Educação Carlos Chagas, participaram de mais um encontro pedagógico do projeto de extensão da faculdade "De Mãos Dadas". Esta etapa do projeto ocorreu na Escola Estadual Fernando Lobo, em São Mateus, na cidade de Juiz de Fora.
Com o tema "Diversidade Cultural na Copa do Mundo" o projeto contou com a participação dos professores Luis Educardo, Octavio, Josie, Mariangela, Luciana e da  ilustríssima secretária do ISECC Emília. A Participação dos Educandos do ISECC foi outro ponto alto do encontro com a presença maciça de representantes de todas os períodos da faculdade além, é claro, dos alunos do Fernando Lobo e de crianças escoteiras sob a orientação da aluna da faculdade, Cecília.
As crinaças e escoteiros puderam participar de aulas dinâmicas interdisciplinares produzidas pela equipe pedagógica e dinamizadas pelos educandos do ISECC que envolveram as disciplinas de História, Filosofia, Alfabetização e Letramento, Fundamentos Metodológicos em Educação Infantil I e  Pesquisa Educacional. Além da aula as crianças, assistiram o curta Barbosa com Antônio Fagundes e comeram muita pipoca.
Após a atividade a equipe pedagógica, administrativa e os educandos do ISECC se reuniram, a fim de ressaltar os pontos positivos e os problemas ocorridos durante a atividade. Ficou decidido se produzir reuniões periódicas para dinamizar o projeto, além de colocar em votação a consolidação de uma equipe para a realização de outras atividades do projeto. A equipe terá a representação do corp doscente, discente e corpo técnico/administrativo do ISECC.
Segue abaixo algumas imagens da atividade Pedagógica:




quarta-feira, 23 de junho de 2010

Web/Internet e Ciberbullyng: em busca de um contrato cibercultural

Veja a Charge abaixo de Maurício Ricardo Quirino, Garoto Folgadão - Garoto Copy-Cola




Certamente, vivemos em um mundo diferente do que nossos ancestrais imaginaram para o futuro. Este fato pode ser comprovado ao dialogarmos com pessoas idosas e ao percebemos seus olhares estranhos e alheios ao torvelinho em que seus netos vivem em plena sociedade de informação e comunicação. Camus diria, algo próprio a um "estrangeiro" do espaço e tempo.
Me lembro que minha mãe, (já não presente neste espaço e tempo e muito saudosa) a Dona Edite, como era chamada, carinhosamente, por todos, apesar de uma exímia habilidade e expeìência na arte do design da moda (fez história nesta área, com ateliês de alta costura em São Paulo, anos 70, e em Minas Gerais, anos 80 e 90)  tinha uma resistência fabulosa em relação às tecnologias que se apresentavam à sua experiência. Muito vivaz, mas de um período em que se estudava até a 4ª série, por ser de classe não abastada, ao se deparar com VHS, Controle remoto, telefone sem fio e outras simples tecnologias da década de 80, ficava envolta por um fascínio tão grande que beirava o pavor e a impedia de manipulá-las com receio de ocasionar a pane de alguns destes sistemas de informação e comunicação.
Não pode conhecer a Web e suas infinitas possibilidades de pesquisa e investigação de realidades síncronas ou assíncronas em um mundo virtual (apesar que em 90 eu já me enveredava nos caminhos das TICs e conversar com ela sobre estes assuntos) . Não conheceu as possibilidades comunicativas  de nosso espaço e tempo, tampouco os móbiles que tanto auxliam como promovem agressões a nós que os utilizamos. Certamente, esta realidade a teria deixado perplexa.
Mas, aqui estamos, imersos nas redes e paradoxos de uma realidade virtual que nos impulsiona a conhecer, compartilhar, relacionar, interagir, conectar, sincronizar, virtualizar e tantos outros verbos que dão suporte às TICs, na atualidade.
 Não podemos mais viver apáticos a tudo o que as TICs promovem em todos os setores de nossa vida cotidiana. Estamos cada vez mais conectados aos sistemas de informação e a tendência é uma invasão em massa destas TICs no seio da família com o advento, por exemplo, da Google TV. Sem mencionar o "boom" tecnológico em que as instituições, empresas e indústria sofrerão nos próximos anos.
Como apontei recentemente no blog a literatura e o cinema, há tempos, sondavam a possibilidade de um avanço tecnológico nesta direção. Obras célebres de Adous Huxley, Isaac Azmov e filmes clássicos do cinema como Blade Runner (O Caçador de Andróides), The Terminator (O Exterminador do Futuro), o Bicentennial Man (Homem Bicentenário) e A.I. - Artificial Intelligence (A.I. - Inteligência Artificial) apontavam para tecnologias que em suas épocas eram insignificantes à realidade (ficções), mas que tornam-se a cada dia possível em nosso espaço e tempo. A nanotecnologia, a robótica, e genética e a informática não deixam nenhuma marca ilusória quanto a esta questão.
Todavia, como é próprio do movimento da realidade e do estado de luta humana, nem tudo "são mares de rosa". Em meio as infinitas possibilidades de armazenamento, ressignificação e disponibilização de dados nas redes da Web/Internet, fica evidente o estado de natureza do homem que vilipendia como toda a força produtiva do conhecimento,  da comunicabilidade, da educabilidade e da liberdade de expressão próprio da sociedade de informação e passa a usar esta importante ferramenta de nosso tempo como arma de destruição em massa, como ferramenta de agressão psicológica e social com o ciberbullyng. Como diria Thomas Hobbes "O homem é o lobo do homem", o homem, com toda a potencialidade a ampliação de sua realidade permanecerá na condição do estado de natureza que despreza, maltrata, amargura, escandaliza e desorganiza a vida alheia com seu impulso instintivo e  animal à depredação.
Nestes termos, minha saudosa mãe e a maioria das pessoas que não compreendem a importância, significação e multiplicidade de possibilidades que as TICs nos oferecem, a vêem como o escândalo virtual do espaço e tempo da geração “copy cola”. Uma geração tão livre que se esquece que em espaços de coletividade como a escola, a clínica, a praça e o ambiente virtual necessitamos de um "contrato cibercultural" em que todos no ambiente de rede, o explorem para que se construa o bem comum, para que se cresça, se amplie, se relacione, se crie, se ressignifique com bases em uma convivência pacífica, harmoniosa, fraterna e, sobretudo, hipertextual. Pois como aponta Pierre Levy, "Hipertexto é, tecnicamente, um conjunto de nós ligados por conexões".

terça-feira, 22 de junho de 2010

Espaço, Tempo, Lugar e Território na Educação: uma breve reflexão


É imprescindível o debate sobre o espaço, o tempo, lugar e território na educação da atualidade, por ser esta uma discussão que tem um enorme caminho para ser implementada no seio das políticas públicas e políticas pedagógicas da educação, a fim de se possibilitar a ressignificação do espaço escolar, reinventar o tempo educacional, tornar o espaço em lugar e, consequentemente, significar lugares em território.
Como aponta Horn, um dos pilares para a discussão do espaço escolar como lugar de formação e transformação da autonomia da criança, é entender o espaço "(...) como um elemento curricular, estruturando oportunidades de aprendizagens por meio das interações possíveis entre as crianças e objetos e delas entre si" e que, para tanto, é necessário a reorientação das ações docentes no sentido de se abandonar a "(...) postura pedagógica de trabalhar para a criança e no assumir a de trabalhar com a criança" ou, ainda, como menciona Oliveira e Melo, "educar é guiar, é orientar".
Analisando estas observações fulcradas na perspectiva da sociologia da infância e na concepção de infância, como produtora de culturas infantis,  Oliveira e Melo ainda apontarão para o fato de que "(...) o desenvolvimento humano se dá em ambientes sociais estruturados, com seus valores, modos de ação e que, ao mesmo tempo, estão abertos às mudanças, a uma ressignificação de seus elementos  e a uma transformação de seus modos de ação" (Oliveira e Melo, 199, p. 75 )
Ora, são estas concepções pedagógicas apontadas acima que nos remeterão à discussão da transformação do espaço escolar em "lugar" e, consequentemente, em território e, também, nos farão ter um olhar clínico no tocante ao espaço e o tempo educacionais na prática cotidiana das escola. Pois, sendo o espaço escolar um ambiente social de desenvolvimento humano, os sentidos que atribuímos a tais espaços pedagógicos transformar-se-ão em espaços de ressignificação da autonomia infantil e de construção de culturas infantis. Como aponta Cunha (2008, p. 184), "a dimensão humana é que pode transformar o espaço em lugar. O lugar se constitui quando atribuímos sentido aos espaços, ou seja, reconhecemos a sua legitimidade para localizar ações, expectativas, esperanças e possibilidades. E conclui: "o lugar, então, é o espaço preenchido, não desordenadamente, mas a partir dos significados de quem o ocupa" (CUNHA, 2008, p. 185). O que decorre desta afirmação é que ao dar sentido ao espaço, que em nosso caso é o pedagógico, poderemos estabelecer o poder que temos ao significar criativamente o espaço e, consequentemente, torná-lo território, fazendo com que o espaço seja uma forma de expressão e projeção da essência humana, da criança pequena(CUNHA, 2008). 
Portanto, é fundamental que ressignifiquemos o espaço e o tempo escolares para que possamos tornar a escola lugar de subjetivações e de criação de sentidos, que, em última análise, poderá gerar a autonomia, criatividade, inventividade e a formação de verdadeiras culturas infantis e o surgimento dos talentos infantis. 
Veja o vídeo abaixo e reflita um pouco mais:
A Organização do espaco e do tempo na Escola

Video públicado pelo MEC - Ministério da Educação e do Desporto, no qual apresenta os PCN na Escola, demostrando o Convívio Escolar



Referências:

CUNHA, Maria Isabel. Os conceitos de espaço, lugar e território nos processo analíticos da formação dos docentes. Educação Unisinos. v.12. set.-dez., 2008. p. 182-186.
GURGEL, Thais. Quando a criança ajusta os ponteiros e descobre o tempo. Criança e Adolescente. n. 225. set., 2009.
HORN, Souza. O papel do espaço na formação e na transformação do educador infantil. s.d.
OLIVEIRA, Zilma de Moraes. MELLO, Ana Maria. et al. A organização do tempo e do espaço de atividades. In.: OLIVEIRA, Zilma de Moraes. MELLO, Ana Maria. et AL. Creches: crianças, faz de conta & Cia. 7.ed. Petrópolis – RJ: Vozes. 1992/1999. p.75-88.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Compassos e Descompassos Tecnológicos: o conto 3G



Olá Pessoal,
Tenho tido uma ótima lição de tecnologia, além do excelente curso que fazemos.
Querer estar antenado tecnológicamente não é poder estar.
Nos últimos dois meses sofri demais e perdi várias compassos de minha formação, por estar com uma máquina e uma conexão pouco usual. Tecnologia sem ser de ponta é um verddeiro fracasso.
Meu computador é turbinado, mas está perdendo o silicone. tem horas que penso estar trabalhando com uma máquina à carvão, como costumo dizer. Como se não bastasse resolvi fazer economia e troquei  velox por uma banda larga 3G da vivo, achando que resolveria meus problemas econômicos e de conexão (pelo menos foi isto que me disseram). Mas moro em Matias Barbosa e o que era 3G virou 2G com uma conexão de 7Kbps e "dale carvão" .
Quase enlouqueci. Me estressei, me amargurei, perdi prazos, deixei de participar mais ativamente, virei um vegetal cibernético ficando horas a fio tentando  cumprir meus compromissos (e olha que aumentarem em R$ 100,00 em função do 3G) . Pois tudo que faria em uma ou duas horas passou a durar 4, 5, 6 extensas horas.
Mas consegui, estou de volta com o velox e já mandei aumentar a velocidade da banda. Estou, também com o 3G Vivo e viverá em minha vida por 12 meses contratuais. Só não descobri o que fazer com ele, por enquanto. Bem que dá vontade de jogá-lo no vaso. Mas cometeria um crime ambiental. Estou pensando em comprar um celular e me afogar na conexão 3G. Mas será que..... Deixa pra lá.
Será que a "banda" toca, agora? Vamos ver!
Fiquem de olho nestas siladas.

domingo, 13 de junho de 2010

Tecnologias e Educação: a rebeldia intelectual



Ler o texto, "Linguagens e Tecnologias na Educação" de Nelson De Luca Pretto, com certeza, é um caminho necessário para a compreensão do espaço e tempo contemporâneo e para a ressignificação da educação na Sociedade de Informação.
Discorrer pelas palavras de Pretto me fez relembrar algumas questões que há muito estavam sonolentas em minha alma.
A argumentação da descontinuidade e multiplicidade do real e do conhecimento se fazem presentes em meu cotidiano. Pois sempre digo às minhas alunas e alunos, na faculdade de Pedagogia, que minha tarefa, enquanto professor de filosofia da educação é destruir todos os ídolos e valores que se estabeleceram em suas vidas a partir das orientações impositivas das conceituações absolutas da realidade. Isto soa muito chocante e monstruoso, mas sendo nitzscheano, entendo que o conhecimento, na contemporaneidade só se estabelece a partir do descontrucionismo. Neste sentido me identifquei muito com o direcionamento proposto no texto.
Mas, tendo uma vissão reminiscente, há muito tempo, mesmo antes da filosofia em minha vida, me perturbo com a perspectiva ordenadora do ocidente o que me gerou a tomada de posicionamentos anti-ortodoxos diante da realidade. Como aponta Serres, aceito e propago a perspectiva de fortalecimento da rebeldia intelectual.


Me lembro que, muito novo na década de 80, ao ver um dos primeiros filmes que me tocaram a alma, o Clássico Blade Runner (O Caçador de Andróides), fui contagiado pela questão da tecnologia. Mais tarde, ao assistir The Terminator (O Exterminador do Futuro) tive outro choque tecnológico que se tornaria irreverssível em minha vida. A partir daí passei a ter um certa extreiteza com a questão da tecnologia e de seus avanços, a ponto de conhecer literatos como Adous Huxley e Isaac Asimov e passar a acreditar (em minha ingenuidade epistemológica) que seria possível, naquele momento, existir uma extrutura e um organismo complexos que dariam suporte à produção de andróides. O cinema (enquanto a arte do ilusório futuro) tem destas coisas.Mas não deixei de ter razão. Pois o futuro tecnológico da humanidade acontece porque, rebeldemente, imaginamos e cogitamos realidades não concebíveis.
Pouco tempo se passou e, hoje, estamos às voltas com as máquinas de ressonância magnética (que apreciam em Star Wars - Guerra nas Estrelas), a telemedicina, a nanotecnolgia, a tecnologia do DNA e céluas tronco, os sitemas de controle e vigilância mundo afora, a informação e a comunicação globalizante e, quem diria, robôs e andróides de toda espécie, com a mais típica ilusão que o cinema propôs com obras como o Bicentennial Man (Homem Bicentenário) e A.I. - Artificial Intelligence (A.I. - Inteligência Artificial) que expunham a relação entre o homem e a tecnologia com máquinas que beiravam a humanidade de seres mortais.
Além das lembranças, midiáticas, o texto me fez lembrar de pensadores da filosofia da ciência que me marcaram profundamente os tempos de faculdade. Foi um retorno à rebeldia acadêmica, quando me enveredei nos estudos de Werner Heisemberg com o seu princípio da incerteza, de Ilya Prigogine e sua teoria das estruturas dissipativas, Karl Pooper com a teoria do falseacionismo e Albert Eistein com a teroria da relatividade. Estes pensamentos marcaram muito minha persolidade e minha persistência pelo não habitual.
Pensando nisto, é que podemos perceber o quão atrasada está a educação. O mundo mudou, as teorias se relativisaram, a tecnologia tornou-se um ambinte em rede, acessível, comunicacional, globalizante e demarcadora de novas possibilidades criadoras e conceituais. E a Educação? Manteve-se grilhada a amarras conceituais remotas, tacanhas e sem sentido e efeito para a contemporaneidade. Costumo dizer que a educação permaneceu presa aos valores e métodos do século XVI. Como aponta Pretto, não há possibilidades, em pleno século XXI, de se educar em favor de hegemonias universais já que o formato desta era é o da não-lineraidade de diferenças e de interações.
Ora, Nietzsche já apontara que se teria de fazer no ocidente um retorno do apolíneo para o dionisíaco. Ou seja, temos que nos desprender da lógica conceitualista da modernidade e nos embrenharmos na trágédia, no acontecimento, na vida, na "única referência ao uno" que é o movimento, o devir. 
Portanto, a relação que podemos estabelecer entre tecnologia e educação é a mais propícia que as gerações atuais podem explorar: tornar a educação uma rede. Pois desta meneira "o conhecimento passa, então, a ser trabalhado como um espaço acontinental, na singularidade do que acontece, com sentido e, ao mesmo tempo, ao nível da linguagem, num outro espaço, o das proposições, numa topologia de vizinhamnça das interações humanas" (Pretto).
Como aponta Jorge Larrosa a educação necessita de profanação, indisciplina, insegurança, impropriedade e, sobretudo, rebeldia. Somente, afeita a esta tarefa é que poderemos utilizar as tecnologias como suportes à criatividade e à produção de novos sentidos com e pela tecnologia. O que precisamos superar é uma educação sagrada que privilegie a reprodução, assimilação e massificação do ser humano. Talvez desta forma, poderemos fazer imaginações se tornarem realidade, no campo da educação. Pois ao visitar mundos como o de Blade Runner, do Exterminador, de Asimov, Huxley, Prigogine, Eisntein e tantos outros, com as ferramentas da tecnologia, podermos obter, nas escolas, novas mentes sonhadoras e criadoras  de novos e admiráveis mundos e, sobretudo, avanços tecnológicos sem precedentes para uma vida colaborativa.

domingo, 6 de junho de 2010

Microsoft Educação: programas em ação

Vai aqui uma dica para o Educador, o Gestor e o Educando que queira se manter atualizado em TICs.

A Microsoft está disponibilizando uma ferramenta imprescindível para querm deseja se atualizar no campo das Tecnologias de Informação e Comunicaçao para o uso na Educação. É o site Conteúdos Educacionais que disponibiliza vários cursos, softwares e dicas para que o uso das TICs, em sala de aula, se tornem uma realidade para os educadores, direção escolar e educandos.
É tudo muito simples. Basta se inscrever e começar a fazer os downloads do que lhe interessar sem nenhum custo adicional.

Vale a pena conferir nos sites abaixo:


sábado, 5 de junho de 2010

Videos e Fotografias no Proceso de Ensino e Aprendizagem

O uso de vídeos e fotografias no processo de ensino e aprendizagem pode ser implementado em várias frentes e com as mais diversificadas possibilidades.
 Quase todos nós, em algum momento de nossas vidas, tivemos a possibilidade de usufruir destes recursos tecnológicos, seja no meio social ou no educacional. De mesmo modo, os educandos já tiveram alguma experiência com estas tecnologias e, quando pensamos o que está à disposição das crianças e da juventude em termos tecnológicos, podemos perceber que o uso das TICs em sala de aula é um caminho sem volta.
É certo, também que recursos convencionais como o VHS, a TV e a Câmera fotográfica analógica já fazem parte dos recursos pedagógicos, há algum tempo. Contudo, tais recursos sempre sofreram a discriminação docente por uma grande maioria daqueles que melhor poderiam explorar suas possibilidades: os professores. Efeito este, provocado por uma desconfiança quanto a substituição docente por estes recursos, a falta de conhecimento técnico e, sobretudo, à falta de capacidade crítico e argumentativa diante de um conhecimento inovador à disposição da educação.
O que resultou disto, foi o sucateamento de incontáveis somas tecnológicas sem ao menos terem sido exploradas à exaustão.
Hoje, com a invasão das TICs nos diversos setores da sociedade mundial, provocado pelo advento da hiperabundância do conhecimento e da tecnologia na sociedade de Informação, tornar-se inviável se manter uma didática arcaica que não leve em conta as dicotomias e paradoxos das TICs no seio da Educação.
Por isto, é de fundamental importância a substituição das tecnologias convencionais como o VHS, a câmera analógica, a TV convencional, o retro-projetor, entre outros, por aparelhos digitais que ampliam enormemente a capacidade de observação, visualização, decodificação, interatividade e explicação dos fenômenos científicos/culturais da Sociedade de Informação.
Como já apontei em outras discussões, há tempos, venho utilizando as TICs (sejam convencionais ou não) para a ampliação dos processos de ensino e aprendizagem. Mas as possibilidades são infinitas como todos vem apontando em nossa discussão.
Minha próxima empreitada tecnológica é dinamizar um projeto de entender a filosofia e a realidade social dos meus alunos através do uso de DVD/TV e celular (por enquanto únicos recursos disponíveis na escola). Proporei aos alunos, após vermos o documentário "O Rap do Pequeno Príncipe" os mesmos tentarão  fotografar  aspectos de sua comunidade  que sejam passíveis de críticas filosóficas pelos  próprios alunos. Será uma intervenção do Educando em relação ao objeto de conhecimento.
Finalmente, ratifico o uso do vídeo e da fotografia em sala de aula. Mas gostaria de lembra-lhes de um ponto importantíssimo do uso do vídeo e fotografia na escola: a cada experiência produzida por estes recursos tecnológicos estamos construindo e registrando a história e os fatos de uma comunidade escolar. O registro por vídeo e fotografia, portanto, além de propiciar a ampliação da possibilidade criativa, empreendedora e de aprendizagem dos educandos é, também, um registro histórico do espaço e tempo escolar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Cutura Midiática e a Reificação do Ser Humano

Veja o vídeo abaixo sobre o poema de Carlos Drummond de Andrade, Eu Etiqueta, Narrado por Paulo Autran.



É muito interessante entendermos o conceito de cultura midiática ao olhos de nosso maior concretista, Drummond.
Se pensarmos o que levou o ser humano a ser coisificado pela cultura midiática, poderemos fazer duas possíveis associações: por um lado, que o homem sempre criou conhecimentos e se esqueceu (diria Nietzsche, perdeu a memória) de que ele foi o criador dos valores de verdade, ou seja,  criou os conceitos e passou a viver a ficção da linguagem que engendrou; de outro lado, que o aspecto alienador e reificante da sociedade de consumo, da massa, pode ser vislumbrado no seio do processo capitalista e ideológico da sociedade ocidental (como apontou Marx " a religião[ideologia] é o ópio do povo).
Discutindo-se a questão da cultura midiática por estes dois aspectos é que podremos entender o arauto de Drumond que anuancia a coisificação (reificação) do ser humano em função de "Por me ostentar assim, tão orgulhoso [criador de conhecimentos e técnicas]; De ser não eu, mas artigo industrial, Peço que meu nome retifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é Coisa. Eu sou a Coisa, coisamente.
Por certo, não é somente a indústria, a tecnologia, as mercadorias do sistema produtivo e seus apelos midiáticos que reificam o homem. Pois de nada adiantaria se o ser humano não fosse preparado, cognoscitivamente, para absorever as doses cavalares da cultura de massa, sem nenhum critério reflexivo através dos processos políticos pedagógicos da educação moderna. Nitezsche diria  que o conhecimento é o balsamo da alma do sujeito moderno. Como apontaria Hockherheimer e Adorno, tempos mais tarde, de que adiantaria o movimento de crítica das era da luzes contra a modernidade se o Iluminismo fadaria o homem a novos conceitos e sujeições, a novos modelos de reificações que desembocariam na lógica midiática da atualidade, da cultura de massa?
O que se descortina aos nosso olhos é que a cultura ocidental é marcada por uma força permanente e transitória que, mesmo se ressignificando, como acontece na sociedade de informação, permanece sendo uma cultura de massa, das mídias e, em nosso caso, uma cibercultura.
Contudo,  no mundo em que a informação e o conhecimento estão democratizados e o sujeito passa a entender que é ele quem produz os conceitos da realidade, em função de sua ação cognoscitiva, o que o ser humano tem a fazer é buscar, incessantemente, o conhecimentos e se livrar das amarras ideológicas que o impede de refletir, criaticar, analisar, criar e viver. Temos que deixar de ser coisas para sermos atores de uma história em construção.
Hoje, a cultura midiática aponta uma possibilidade de nos aceitarmos como sujeitos pensantes e criadores de culturas. Basta que o homem aceite não ser coisificado por ideologias dominantes.  
Como muito bem finaliza o vídeo acima: " Nós devemos amar as pessoas e usar as coisas. Hoje amamos as coisas e usamos as pessoas".